Eles vêm nos tamanhos e formatos mais variados. Podem ser encontrados em qualquer lugar e fazem parte do di-a-dia dos paulistanos. Os buracos estão presentes em quase todas as ruas da cidade de São Paulo. Estão aí para arrebentar as molas de carros e ônibus e evidenciar o descaso público.

Quando bolava essa matéria, pensei em fazer uma espécie de contabilidade, mapeando as regiões mais esburacadas da cidade. Que tarefa inglória! Em um trecho de cem metros da Domingos de Moraes contei cinco e subindo a Teodoro Sampaio outros quatro.
Parece que para que a Prefeitura tome uma atitude é preciso que surja um buraco de três metros de largura, como o que apareceu entre as ruas Amaral Gurgel e Marquês de Itu, no Centro, em janeiro deste ano. O engraçado é que a matéria publicada pelo G1 sobre o assunto enfocava o trânsito. Tudo bem não existir a editoria “Buracos”, mas congestionamento é apenas um dos problemas.
O taxista Sebastião Fortunato ri quando pergunto quais são as ruas mais esburacadas que conhece. Seu colega de profissão Evandro Estima reage da mesma maneira. “Acho que tem em quase tudo, moça”, diz. Eles falam sobre buracos na Radial Leste, na av. Brigadeiro Luis Antônio (sentido Centro, principalmente), na rua Vergueiro, em frente ao metrô, na Bela Cintra e mesmo na av. Paulista – “Na altura do número dez”, conta Estima.
Ambos já tiveram de trocar os pneus dos táxis por conta dos buracos. Carros realmente sofrem mais com esse problema do que os ônibus, informa seu Osmar, motorista da linha Cid. Universitária – Aclimação. Osmar conta que molas e pneus têm que ser verificados e trocados periodicamente, mas nunca teve que parar o veículo por causa disso.
Um desdobramento curioso do caso Isabella é que, ao digitar “buraco” no campo de busca dos sites de jornais, a maior parte dos artigos lista “um buraco na tela de proteção da janela do quarto ao lado e Isabella…”. O buraco da rua Clélia, na Lapa, foi o único a ser noticiado pelo Folha On Line nos últimos meses.
De fato, a melhor forma de consertar uma rua em São Paulo é pelos jornais. O portal da Prefeitura tem uma página específica para “formalizar” as solicitações dos descontentes. O tema buraco tem oito ramificações, como “Tapa-buraco” e “Passeio danificado – buraco”. E se as estatísticas estiverem corretas e 1,5 mil buracos forem tapados por dia, a reclamação pode dar certo.
O buraco mais célebre da cidade é o da futura Estação Pinheiros de Metrô. Foi o mais noticiado pela imprensa. Foi preciso uma cratera de 80 metros de largura e centenas de pessoas desalojadas para chamar a atenção.
Não dá para evitar buracos na cidade. Na entrada de Guarulhos há um buraco e, ao lado, um barranco. A escolha é simples: desvie e morra ou passe por cima e arrebente o seu carro. Se não houvesse abismo não seria muito diferente, o fluxo de veículos de São Paulo não nos permite desviar de buracos grandes sem correr o risco de sofrer um acidente. Pelo visto vamos todos começar a fazer como os moradores da avenida Butantã, que fincaram um cone até a base em uma cratera na calçada…
Pois é… Na Antonio Carlos, onde eu moro, abriu um rombo no meio da rua e levou mais de 2 semanas pra alguém fazer alguma coisa. Agora q ele já foi tapado ficou uma depressãozinha no chão, pq os carros passaram com o cimento meio fresco. O engraçado é que, por uns 2 dias, tbém tinha um cone no meio da rua, não sei como ninguém bateu….rs
[...] encontrar um buraco, nas ruas e avenidas de São Paulo, basta circular com um veiculo motorizado num raio de aproximadamente 100 [...]
Amei o texto “O Buraco é mais em baixo”.
Estou fazendo uma intervenção sobre os buracos de São Paulo e estava pesquisando. Queria muito poder conversar com o autor do texto para fazer uma parceria.
Aguardo contato se possível.
Amei o texto “O Buraco é mais embaixo”.
Estou fazendo uma intervenção sobre os buracos de São Paulo e estava pesquisando. Queria muito poder conversar com o autor do texto para fazer uma parceria.
Aguardo contato se possível.