Tarde de quarta-feira fria e nublada em São Paulo. Estava em Pinheiros e resolvi percorrer toda a extensão da avenida Pedroso de Moraes no último dia 30.
O sentido dos carros é em direção à Avenida Rebouças, mas a numeração cresce no sentido oposto – a avenida termina na praça Panamericana. Segui o sentido da numeração.
Percorrendo a avenida, nota-se o caráter comercial da via: lojas, restuarantes, boutiques e sebos. São sete lojas de livros usados e todas elas estão localizadas no quarteirão compreendido entre as ruas Cardeal Arco Verde e Cunha Gago, na altura do número 800.
Na porta, estava escrito Sebo Cultural. Resolvi entrar. Livros e CDs arrumadinhos e separados em sessões. Eu gosto do cheiro de papel característico desses lugares.
Puxei papo com o vendedor: o sebo pertence ao pai e o rapaz de 25 anos está ali há somente um ano. “A Pedroso é um dos ‘focos’ de sebos na Zona Oeste. Outras opções, só na Francisco Morato” – um tanto longe de Pinheiros, não é?
Questiono se tanta proximidade entre as lojas não acirra ainda mais a concorrência. “Sim, acirra”, diz o atendente. “Mas o preço importa pouco – há pouca variação de custos entre as lojas.”
“O que faz a diferença é a variedade de títulos e o bom atendimento. O cliente quer o livro rápido na mão, pagar e ir embora”. Então, se algum dia você quiser ser dono de sebo, capriche no atendimento e organização do acervo.

PS – Segundo a Wikipedia, Pedroso de Morais foi um bandeirante do século XVII. Sob o comando de Raposo Tavares, ele desbravou a cidade de Guaíra, ao lado de outros exploradores como Fradique Coutinho e Mourato Coelho (outras das ruas de Pinheiros). Isso explica o por que de tantas ruas do bairro terem nomes de tribos indígenas.
Por Charles Nisz

Ficaria legal algum printscreen das regiões cobertas, para dar uma noção de espaço para quem conhece pouco da cidade.
A região que vocês falaram é particularmente especial para mim! Não posso deixar de comentar os inúmeros locais sensacionais pelos quais já passei em Pinheiros/ Vila Madalena. A Livraria da Vila, na Fradique Coutinho (citada acima) é encantadora e aconchegante, no meio da fervura dos bares. Falando em bares, o São Bento, na esquina da Mourato Coelho (também citada acima) com a Aspicuelta é o meu preferido. Só cuidado com o chopp: os garçons ficam servindo sem que você perceba. Vale um tour pelo bairro.
Não abuse de chope. Cuidado!
O texto ficou legal e interessante mas muito formal e tradicional. Acho que deve se parecer muit com o que se faz no Uol, apessar do uso da primeira pessoa.
Acho que você deveria utilizar o Blog para fazer coisas diferente que se já faz no dia a dia e deixar de utilizar esses esquemas prontos. Isso não é um crítica, é um sugestão. Teu texto está com mas me parece muito estruturado da maneira que os grandes produtores de conteúdo usam na internet.
Esse é o espaço para inovar. Mecanicamente se já escreve no Uol.
Abraços