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São 7h45 na estação Liberdade do Metrô. Muitas pessoas já circulam ali, uma fauna bem diferente daquela que vemos aos fins de semana, quando a Praça da Liberdade é tomada por adolescentes de cabelos chapados, tingidos e levantados e roupas curiosas. Como diria um amigo, é um “banquete para psiquiatras”.

 

 

 

Venta muito na praça e alguns mendigos tentam dormir nos cantos mais privilegiados. Pego o caminho da rua Galvão Bueno, debaixo dos postes vermelhos inspirados nas típicas lanternas japonesas.

 

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http://www.flickr.com/photos/luvittor/

Fonte: http://www.flickr.com/photos/luvittor/263990465/sizes/s/

Andar pelo centro de São Paulo pode muitas vezes ser como uma ida ao museu. Prédios antigos, arquiteturas mantidas no original de muitas décadas atrás. A cidade tornou-se a capital mais importante do país apenas a partir do século XIX, e por isso mesmo, teve de adotar maneiras já utilizadas nas outras cidades brasileiras para nomear as suas principais vias.

Rua Direita e do Ouvidor são bons exemplos disso. Ruas conhecidas e com um certo charme na capital carioca tiveram seus nomes utilizados também para as vias do centro da capital paulista. Mesmo assim, cada uma com sua história e sua razão de existir.

A Rua do Ouvidor paulistana tece como primeiro nome Ladeira do Bexiga, pois através dela alcançava-se a Chácara do Bexiga, localizada onde atualmente fica a Praça da Bandeira. Ela ainda mudou para Ladeira de Santo Amaro, seguindo o mesmo raciocínio da anterior, pois após a Praça da Bandeira, chegava-se na Rua de Santo Amaro. Porém, os transeuntes chamavam-na de Ladeira do Ouvidor, por também estar próxima da antiga Rua do Ouvidor (atual Rua José Bonifácio).

Apenas em 1930 a Rua incorporou o nome utilizado pela população. A atual Rua José Bonifácio teve este nome anteriormente por ter sido a morada do primeiro ouvidor de São Paulo. Assim, aquela que era a verdadeira Rua do Ouvidor tranformou-se em Rua José Bonifácio e, aquela que lhe era transversal, a Ladeira do Ouvidor, acabou por fim ganhando esta denominação definitiva.

Hoje, as ruas concentram algumas das características lojas de comércio do centro da capital paulistana, galerias e órgãos do governo e da prefeitura. Pelo menos algum dia você passará por elas, sem saber ao certo toda a carga histórica que elas contém.

Uma rua quase sem tráfego. Aqui os carros são apenas os das pessoas que trabalham nos arredores da Rua do Anfiteatro.

Mas nesses arredores, o fluxo de pedestres varia entre 60 a 100 mil pessoas por dia. Tudo isso porque a Rua do Anfiteatro está localizada na USP, dentro da Cidade Universitária.

A extensão da rua não chega a um quilômetro – estimo algo entre 700 e 900 metros. No entanto, a via “esconde” um dos melhores cinemas de São Paulo, o Cinusp.

O cinema da Universidade está localizado entre os blocos C e E do Conjunto Residencial da USP. O Crusp é o local que abriga os estudantes da USP.

Batizado de Paulo Emílio em homenagem ao crítico brasileiro de cinema dos anos 1970, o Cinusp tem como principal atrativo a qualidade das mostras. O melhor: é de graça.

Na sala com capacidade para cerca de 100 pessoas, atualmente está em cartaz uma mostra sobre filmes adaptados de obras literárias. Macunaíma, Mil e uma noites e Lolita são alguns dos livros cuja versão cinematográfica pode ser conferida até o dia 27 de junho.

Alimentação
Além do Cinusp e dos núcleos acadêmicos, outra opção para quem está nos arredores da Rua do Anfiteatro são o Uspão e o Restaurante Central da USP. Este último é a praça de alimentação mais movimentada da Universidade.

É possível almoçar e jantar ao custo de R$ 1,90 para os estudantes e R$ 7,50 para os visitantes. Funciona das 11h às 14h no almoço e das 17:30h às 19:45h no jantar.

Já o Uspão é a opção para comer na USP durante os finais de semana. Com bandejão e outros estabelecimentos fechados ele salva a pátria (e o estômago) dos moradores do Crusp. Uma análise mais aprofundada você pode ler no blog sobre padarias.

Mapas
Apesar desses – e de muitos outros – atrativos, as ruas da Cidade Univrsitária são pouco conhecidas do público externo à Universidade. Não deveria ser assim, pois ela é pública e sustentada com o ICMS de 50 milhões de paulistas.

Com exceção do Google Maps, vi poucos (para não me arriscar a dizer nenhum) mapa onde as ruas da USP estivessem representadas. Geralmente, os mapas de São Paulo mostram uma mancha verde à beira do Rio Pinheiros, localizada entre o Butantã e o Rio Pequeno. Mas isso é assunto para um outro post.

Conversa de coveiro

Conhecida como Quadrilátero da Morte pela população paulistana, a região da Avenida Dr. Arnaldo conta com nada menos que três cemitérios – o Cemitério do Araçá, católico; a Associação Cemitério dos Protestantes, que, como o próprio nome já diz, é protestante; e o Cemitério da Irmandade do Santíssimo, da Catedral de São Paulo – e um enorme complexo hospital composto pela Faculdade de Medicina da USP, O Instituto de Infectologia Emílio Ribas, o Instituto Dr. Arnaldo e o Hospital Geral Jesus Teixeira da Costa, além de uma entrada para o Hospital das Clínicas, um dos mais importantes para a América Latina.

 

Por que tantos cemitérios? Ainda mais numa região alta da cidade! O coveiro Osmair Camargo Cândido, “Fininho”, como é conhecido no Cemitério do Araçá, explica que isso foi “ação dos higienistas de São Paulo” por volta do século 19. Como os mortos podiam ser foco de transmissão de diversas doenças, foram afastados do resto da cidade.

 

 

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O lugar que os freqüentadores da Augusta de outrora tanto amavam já não é mais o mesmo. Não existe mais colégio Paes Leme; nem Jack in The Box, onde se encontravam saborosos tacos; o famoso Mondo Cane; o Yara, onde se tomou muito chá; o Longchamps, lugar para se beber um choppinho; a lanchonete Hot Dog e a Simbad; o Cine Picolino e outros desses espaços que ocupam o imaginário desses augustos amantes. O tapete vermelho que cobriu a rua da moda hoje é pisado por all-stars e botas de cano alto.

 

A Augusta é, atualmente, reduto de jovens que se denominam alternativos, os herdeiros das calças justas do Sex Pistols. Eles compram na Galeria Ouro Fino, conhecida já de outros tempos, onde pode ser encontrada uma imensidão de camisas xadrezes e com estampas de filmes clássicos, assim como botas vermelhas de vinil com cano mais longo que uma perna; comem n’O Pedaço da Pizza, boa pedida para quem está disposto a pagar R$ 3,50 (aproximadamente) num pedaço de pizza de mussarela; e se reúnem no Sarajevo, na Outs e em outras baladas da região.

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Intensamente movimentada durante os dias da semana, a famosa Estrada das Lágrimas, localizada entre o município de São Caetano do Sul e os bairros do Ipiranga e Sacoman, não é diferente durante os finais de semana. Apesar da diminuição no número de veículos, cresce consideravelmente o de pedestres durante os sábados. Isso aliada ao aumento dos comércios ambulantes e das tão alardeadas promoções dos varejistas da região.

 

O momento, então, é propício para uma caminhada para encontrar boas opções de compras e conversas. É necessário ter paciência, já que os motoristas de ônibus passam em velocidades acima das indicadas pelas placas, obrigando crianças e idosos a rapidamente pular para o meio-fio.

 

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As placas de rua mostram nome do logradouro e a numeração inicial e final até a próxima esquina. Mas poderia ser diferente, não acha?

Numa cidade como São Paulo, não é difícil das pessoas se perderem. Informações como o bairro, região da cidade, CEP e um mini-mapa do local poderiam estar na placa com o nome da rua.

Em algumas cidades, isso começa a virar realidade. Em Santos, o nome do bairro Ver foto abaixo) é informação extra para quem trafega pela cidade. Placas com o CEP estão em implantação na terra da Vila famosa.

Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, também adotou solução parecida. Nome do bairro, CEP e informações sobre a personalidade que batiza a rua são informações a serem colocadas nas novas placas de rua da cidade gaúcha.

O projeto começou a ser discutido em 2005 e causou confusão na Câmara dos Vereadores de Novo Hamburgo. O projeto do vereador Jesus Martins (PTB) foi vetado pelo Executivo, mas os vereadores derrubaram o veto.

Informações históricas sobre o nome da rua também estão presentes nas placas do Rio de Janeiro. Mas uma reportagem do G1 mostra alguns erros e confusões sobre as biografias dos personagens que batizam algumas ruas cariocas.

Se você se interessa pelo assunto, dê uma olhada nesse fórum sobre Infra-Estrutura e Transporte. Nele, os usuários postam notícias sobre o tema e fazem avaliações sobre os serviços de transporte pelo Brasil afora.

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